terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ESCOLA DE FOLCLORE SEQUEIRA

O Rancho Folclórico irá levar a cabo uma escola de folclore cujo finalidade assenta em quatro pilares:

Primeira. Promoção do folclore de modo que as novas gerações o acarinhem. Aprofundar o
               conhecimento   das gerações mais velhas.
Segundo. Criar no público capacidade critica com base em conhecimento.
Terceiro. Renovar e aumentar o processo de escolha no seio do grupo.
Quarto.   Maior abertura do próprio Rancho à comunidade.

Nesta fase, apenas iremos dar prioridade à dança tradicional e aos instrumentos de corda (cavaquinho, viola e braguesa).

E funcionará ao Sábado de tarde, a partir das 14h30m. Iniciará no próximo dia 3 de Março.

É uma iniciativa voluntária do próprio grupo virada sobretudo para a freguesia ou pessoas ligadas a ela, gostariamos que esta correspondesse.

Não há limites de idade.

Inscrevam-se.

Contactos:

Sede da Junta de Freguesia
Manuel Costa .... 967.125.413
Manuel Ferreira .... 968.960.205
Manuel Martins .... 964.919.274
Paulo Rodrigues .... 964.680.695
Ranchoftsmsequeira@hotmail.com





ENCONTRO DE REIS EM CELEIRÓS

No próximo dia 21 de Janeiro, pelas 21h30m, participaremos no Encontro de Reis organizado pelo Rancho Folclórico "Semear Alegria", que terá lugar no auditório da Junta de Freguesia de Celeirós.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Reis e Janeiras 7-01-2012

A tradição de Cantar os Reis e as Janeiras perde-se no tempo, e o Rancho Folclórico Típico de Santa Maria de Sequeira, ontem, com vista à preservação desse precioso património cultural foi alegrar o jantar organizado pela Associação de Aposentados de Celeirós, inserido num programa levado a cabo pelo  Municipio de Braga, fazendo com que os convivas recordassem costumes do antigamente. Não terminou aquela actuação sem antes deixar um pé de dança para os mais afoitos.

No final da tarde, o Rancho foi desejar um Bom Ano ao Senhor Arcebispo D. Jorge Ortiga, no Paço Episcopal, apresentando também os tradicionais Reis e Janeiras.

Todo o reportório apresentado baseia-se em música tradicional, cujas quadras assentam no Nascimento do Menino Jesus e na Adoração dos Reis Magos, para além  dos melhores votos para o ano que agora principia. 

No próximo dia 21 iremos novamente a Celeirós para cantar no Festival de Reis organizado pelo Rancho Folclórico Semear Alegria, cujo início será às 21h30m.

Apresentamos algumas fotos obtidas no Paço Episcolar.











                                                                                                         


 

domingo, 25 de dezembro de 2011

PRESÉPIO MOVIMENTADO DE SEQUEIRA


Visitem o Presépio Movimentado de Sequeira. É uma Obra de Arte constituida por vários quadros representativos quer da vida de Jesus Cristo (Nascimento, vida em Nazaré e Última Ceia) quer vários motivos campestres que faziam parte da vida das pessoas (moagem, tecelagem, fiação, abate de árvores, pisagem de uvas, matança do porco, colocação de ferraduras nos cavalos, corte do cabelo, construção de habitação, jogo de cartas, a Igreja, os bodes às cabeçadas, pesca artesanal, e outras).

 Para todas as pessoas que nos seguem desde a Rússia, Ucrânia, Portugal, passando pelo resto da Europa, até aos EUA, Brasil, Venezuela, Argentina, sem esquecer a longinqua Austrália e os nossos amigos africanos, deixamos aqui algumas fotos dos vários motivos que compõe o nosso presépio. Para muitos deles, gente nascida em Sequeira, terá um sabor especial. Na nossa página do facebook temos um album mais extenso.


Bodes à Turra

O Pescador
Os Jogadores e o Ferrador de Cavalos
A Tecelagem - Tear
Moinho de Grão
Prensagem de Uvas
Panorâmica
Diversão das Barcos

O Engenho de Tirar Água dos Poços
Fiação + Panorâmica do Castelo
S. João a Baptizar Cristo

Cenas da Vida de Nazaré - Carpintaria
Fiação do Linho


Sulfatador
O Cabeleireiro
A Fiação do Linho
A Espadelada do Linho
O Baloiço
A Construção de Casa
Cena de Pastorícia + Cavalo
A Ultima Ceia de Cristo

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011


BOAS FESTAS

                      A todos os nossos amigos desejamos um Feliz Natal e um Próspero 2012.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

NATAL, REIS E JANEIRAS 2011/2


Aquando da imposição das fitas, o nosso Rancho canta como seu hino:
“Sequeira faz duas festas
E enche a Igreja de luz
À Senhora do Rosário
E ao Menino Jesus”


Sequeira tem uma forte tradição natalícia, hoje um pouco apagada, mas pelo menos há meio século as Novenas, o Presépio Movimentado e sobretudo a Missa do Nascimento faziam convergir inúmeras pessoas das freguesias vizinhas, com suporte musical dado pela sua famosa tuna. Para além das festividades religiosas, agrupamentos anónimos batiam as casas "mais abastadas" com os cantares de reis e janeiras.
Imbuído neste espírito natalício, o Rancho Folclórico não pode deixar de dar o seu contributo para a preservação dos costumes e tradições desta quadra, estando a preparar o seu reportório, Reisadas e Janeiras, para as actuações já em agenda. Para já temos as seguintes confirmações:
                - dia 7.01.2012 – Actuação na Associação de Idosos e Reformados de Celeirós
                - dia 21.01.2012 – Actuação na Encontro de Reis do Rancho Folclórico Semear Alegria
                de Celeirós.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dias das Bruxas / Dia de Todos os Santos (Origens)

Vamos olhar para trás, bem para trás, na origem lusitana das primeiras tribos celtas que se foram acomodando nos acantonados das serras das beiras e do noroeste da península, tornando-se nos primeiros sedentários, embora combinados com a numância pastoril. Por um lado fixaram-se para cultivar os cerais do pão e da cerveja, por outro subiam e desciam com os rebanhos em função das suas duas estações anuais. Os celtas são os nossos ancestrais e alicerce das nossas comunidades rurais e de importantes rituais que a cristianização quase apagou. Hoje está nas nossas mãos reconstruir algumas destas vivências.
Quando as noites já são mais longas, entra-se no mundo das sombras, com memórias e contactos com os antepassados. Era nesta noite, que para os Celtas separava o Verão e o Inverno, que se situa a barreira entre a vida e a morte; uma barreira tão fina como um véu, que permite aos espíritos dos mortos passá-la e festejar com os seus familiares ainda vivos. É a noite da evocação de Mac Mansnnon Lir, o deus celta da velhice.

Contudo, os rituais desta celebração celta deixavam no ar muito mais magia alegre do que sentimento triste de perda ou de fatalidade. Para além da alegria natural da mudança do ano, nesta noite, para os celtas, os antepassados estavam vivos nas crianças que iriam nascer no ano seguinte, por isso era necessário que os antepassados cruzassem os portais dos mundos e que a sua visita fosse festejada. Era habitual deixar à mesa um lugar para os ancestrais e servir-lhes pratos como se estivessem no repasto, tal como deixar archotes acesos nos portais, para que fossem guiados na vinda a este mundo e no regresso pela madrugada. As máscaras com abóboras eram uma tradição celta na Irlanda e, juntando-se à tradição de iluminar os portais, deu origem ao ritual moderno do “dia das bruxas” ou Halloween.

Entre nós ficou o hábito dos presentes com pãezinhos com passas (os bolinhos dos mortos) e, a partir do final do século X, a igreja católica introduziu o culto aos “fiéis defuntos”, em 2 de Novembro, que acabou por se fundir com o “dia de todos os santos”, em meados do século XX. Estas celebrações religiosas acabam por incorporar parte da essência do Samhain, honrando os antepassados e ajudando-os a encaminhar as suas almas até à salvação celestial.

Por outro lado, tomemos nota da religiosidade que está associada ao dia 1 de Novembro: No início da cristandade, os primeiros cristãos recordavam no respectivo aniversário da martirização os seus familiares e amigos, em regra no local de martírio ou próximo (Coliseu, Via Ápia, etc). Com a evolução das perseguições e sobretudo com o imperador Diocleciano (o mais impiedoso dos perseguidores) o número de mártires elevou-se tanto que não havia calendário anual compatível, passando essa evocação a ser feita em grupos e não individualmente. Começou, assim, a perder-se a ligação das gerações seguintes ao martírio lendário dos cristãos primitivos, até que, no séc. VII, o papa Bonifácio IV decretou que em 1 de Novembro seriam evocados e celebrados “Todos os Santos”, de modo a compensar os mártires anónimos e incontáveis.

Durante a Idade Média e mesmo nos tempos Modernos, a probreza extrema de muitas famílias era suavizada com a cozedura mais abundante de pão, pelos que o tinham, para repartir com os esfomeados. Nasceu assim o “bolo dos santinhos”, enquanto a criançada menos inibida ia de porta em porta pedir “pão, por Deus” que, com o tempo evoluíu para “pão-de-Deus”.

A celebração dos Fieis Defuntos neste dia, tal como acontece na actualidade, é uma manobra administrativa do Estado português, incluída na Concordata celebrada na década 50 do século XX com a Santa Sé, integrando os dois feriados (1 e 2 de Novembro) num só. Em consequência, entre o povo serrano, o dia 1 de Novembro é actualmente designado como o “dia dos mortos”.

E também, do dia 2 de Novembro: O primeiro milénio da cristandade acumulou dezenas ou centenas de milhar de homens e mulheres martirizados pela sua fé e pela sua abnegação às práticas cristãs. Passadas as respectivas gerações mais próximas,... todos foram esquecidos, com excepção dos míticos apóstolos e dos casos consagrados na tradição oral, em regra devido à espectacularidade do seu martírio ou às coincidências dos espisódios conexos.

Foi em 998 que o abade de Cluny (santo Odilon) impôs na abadia que os monges rezassem pelos mortos. Logo de seguida, os papas Silvestre II (1008), João XVII (1009) e Leão IX (1015), lançaram bulas para que as comunidades dedicassem um dia aos mortos.

Esse dia veio a ser fixo no calendário litúrgico anual, no século XIII, passando a ser iniciado chamado “Dia das Almas” e mais recentemente Dia dos Fieis Defuntos, quando os católicos oravam pelos seus familaires falecidos e, de modo geral, por todos os crentes já desaparecidos. A romagem aos cemitérios instalou-se, em Portugal, decorrer do século XX e, na década 50 transferiu-se para o dia 1 de Novembro.

Este texto é de autoria de Manuel Farias, de Aveiro, que publicou no facebook no sitio "Ranchos Folclóricos", ontem dia 31.10.2011, cuja sitio é dedicado a pormenores etnográficos e folclóricos que aconselhamos a consultar.

XXXVII FESTIVAL DE FOLCLORE DE SEQUEIRA